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Comparações Heuréticas: Barbeiros Cirurgiões e Deputados por Acaso

Os resultados destas Legislativas 2015 geraram diversas situações (mais ou menos) cómicas ou infelizes - dependendo do ponto de vista. Uma dessas situações fez-me lembrar os barbeiros, da Idade Média, que eram igualmente cirurgiões.

Como os trabalhos de sangramento, de amputações, assim como de “tirar dentes” eram considerados brutais e potenciais causadores de infeções, os médicos da altura não os queriam assumir. Ora os barbeiros viram neles uma oportunidade de negócio e tornaram-se barbeiros cirurgiões, sinalizando as suas lojas com aquele posto de espiral vermelha e branca que agora associamos às barber shops dos filmes americanos.

Ou seja, se vivêssemos na Idade Média, podíamos aproveitar uma ida ao barbeiro para cortar o cabelo e, já agora, um pé gangrenado.

***

Na lista do Bloco de Esquerda, para o Porto, surge uma “doméstica” de 69 anos que, segundo este artigo do JN, presta as seguintes declarações:

Domicília Costa acabou por ser eleita, apesar de ter sido colocada em quarto lugar, como a própria confessa, "para preencher" a lista do Bloco de Esquerda pelo Porto.

E

"Só me vai complicar a vida. Toda a gente me diz que tenho que ir para Lisboa. Não sei como me vou organizar", confessa. E mesmo assim vai? A resposta de Domicília é imediata: "Claro que vou! Se fui eleita..."

Ou seja, para se ser deputado basta haver uma vaga na lista para preencher e, se por acaso, se conseguir determinado número de votos, temos um novo deputado que não demonstra qualquer vocação ou apetência para a política – caso contrário, nesta situação em concreto, não teria proferido tais afirmações.

Ficamos com mais um exemplo de que este sistema de eleger partidos não é o melhor, pelo que mais uma vez reitero esta questão: Não seria preferível escolhermos Pessoas em vez de Partidos?

 

Politiquices: O (Des)Respeito pela Democracia

É fantástico como ontem, às 20h00, com a revelação das primeiras projeções, surgiram os primeiros comentários azedos nas redes sociais e, até, nas declarações dos políticos e comentadores que foram sendo abordados pela comunicação social (que os forçou a emitirem as suas opiniões na hora).

No entanto, muitos foram os comentários que demonstraram o maior desrespeito pela decisão democrática de um Povo. Independentemente de quem ganhasse, numa sociedade democrática (supostamente), todos cidadãos respeitariam a decisão da maioria.

No entanto, em vez de respeito, começaram os insultos à inteligência dos eleitores e as declarações de incredulidade face à decisão de uma maioria (relativa, mas maioria) que passaram a rotular de masoquista.

Mas o desrespeito pela Democracia parece não se ficar apenas pelos comentários e reações. Hoje, já ouvi, por diversas vezes, ser discutida a possibilidade da Esquerda se unir para inviabilizar um Governo (e respetivo programa) da PàF, para, então, proporem uma "alternativa" conjunta!

Eu não concordo com o nosso sistema político - sempre que falo sobre política deixo-o bem claro -, mas é o que está em vigor e tenho de respeitar a opção da maioria.

Sendo assim, como é possível que se coloque a hipótese de PS, BE e CDU se coligarem para inviabilizar o governo que venha a ser proposto pelo partido (neste caso coligação prévia às eleições) que obteve a maioria relativa dos votos. Será que, por exemplo, os que votaram PS, manteriam o seu voto se soubessem que esse partido formaria governo com BE ou CDU?

Se querem colocar a hipótese de uma acentuadíssima dicotomia parlamentar Esquerda/Direita, então façam uma segunda volta nestas legislativas. Aí sim, os eleitores ficam esclarecidos sobre quem verdadeiramente governará o páis e podem optar entre PàF ou PS+BE+CDU. Sugerir um "agrupamento" posterior às eleições, no qual não participe o partido que obteve a "vitória" (quer em termos de percentagens, quer em termos de deputados), é inaceitável e encaro tal situação como o resultado dos jogos de poder e intriga, dos quais os partidos são apologistas, e que condenam o nosso sistema político à falsidade que se testemunha.

Quanto aos resultados atuais, não encontro problema na inexistência de maioria absoluta. Aliás, encontro uma vantagem, para Bem do País, todos os representantes de todos os eleitores são chamados à responsabilidade de serem em conjunto uma opção de governabilidade.

 

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